Desafio para empresas cresce no pós-pandemia

Estudo mostra como líderes e CEOs devem agir para promover o crescimento de suas companhias


Pesquisa seguiu critérios como empresas que já eram prósperas e as sobreviventes (Foto: Pixabay)



A
o mesmo tempo em que a Covid-19 começa a dar sinais de controle, o mundo corporativo inicia um movimento de retorno físico aos escritórios.  Se, por um lado, a pandemia foi um desafio enorme ao ambiente corporativo, por outro acelerou tendências que já estavam na agenda de líderes e CEOs. Conforme a consolidação desse movimento de retorno, que ainda depende de fatores como a nova variante ômicron, detectada recentemente na África, os líderes devem aproveitar a oportunidade para promover alterações em suas companhias e alavancar um crescimento sustentável no curto, médio e longo prazos. 

Estudo elaborado pela EY mostra que as empresas estão sendo divididas em “prósperas” e “sobreviventes”. O primeiro grupo é formado por aquelas que já estavam crescendo antes da pandemia, e agora conseguem manter ou acelerar a rota de ascensão, enquanto as sobreviventes, que já apresentavam rendimento em declínio, lutam para permanecer no mercado. No meio deles há um terceiro grupo, os “mantenedores”, que apresentavam um crescimento baixo ou nulo antes da pandemia e devem se manter assim nos próximos anos. 

No momento, o grande desafio dos líderes é como tornar ou manter sua empresa próspera em um cenário pós-pandêmico. É o que tenta revelar a pesquisa CEO Imperative Study (ou estudo indispensável para CEOs, em tradução livre), que ouviu 305 executivos-chefes em todo o mundo, cujas corporações podem ser classificadas em um dos três grupos: prósperas, mantenedoras ou sobreviventes. O objetivo é jogar luz e fornecer insights sobre os melhores procedimentos para o crescimento das corporações.  

Nesse contexto, de acordo com o levantamento, é essencial aos líderes estarem conscientes que um novo DNA para empresas de sucesso está surgindo, construído em torno de transformações centradas no ser humano e que quebram paradigmas, aumentam a agilidade, aprimoram a inovação e direcionam para o valor de longo prazo. Para se ter uma ideia das diferenças de posições, 79% dos CEOs de empresas consideradas prósperas preveem crescimento de suas companhias para os próximos três anos, contra apenas 7% dos sobreviventes.  

Mais da metade dos prósperos ouvidos aceleraram transformações que já estavam previstas em resposta à pandemia, provavelmente com estratégias certas para o período, com menos interrupções e acesso mais fácil ao capital. A consequência é que eles já buscam, e muito provavelmente vão conseguir, uma agenda de crescimento imediata. Por outro lado, os sobreviventes ainda estão se reorganizando para tentar corrigir os rumos e embarcar na retomada sustentável.  

Os números e entrevistas levantados pela EY não significam que as empresas estão presas na sua trajetória atual. Mas, para que os sobreviventes reduzam a lacuna para os prósperos, os CEOs e líderes devem acelerar urgentemente seus esforços de transformação. Entre os caminhos apontados pelo consultores estão: liderar com paixão, dar exemplo de experimentação e assumir riscos, promovendo a confiança; ser organizado para o valor de longo prazo; incorporar a empresa em ecossistemas externos; tomar decisões sem pressa, mas com a agilidade necessária para um líder. 

“Este é um momento de verdade para os CEOs. Com a pandemia, tendências de longa data chegaram juntas com força, mudando a transformação de importante para urgente”, diz trecho do estudo, coordenado por John de Yonge, diretor de Insights para EYQ, um think tank global da EY que reúne, cria e se conecta em torno da questão “o que vem depois, o que vem a seguir?”. “As trajetórias de empresas prósperas e sobreviventes estão divergindo rapidamente. Agora é a hora de recuperar o atraso, saltar à frente ou se distanciar”, conclui o relatório.



Por Agência EY